Acordar às 4 da manhã e se preparar para o maior desafio da minha vida! Com certeza, eu já tinha me imaginado realizando uma prova como esta há muito tempo atrás quando eu apenas praticava atletismo no exército e assistia pelo ESPN, os famosos Ironmans Havaianos isto em 1995 ou 96, quando eu apenas pensava: ” um dia vou fazer isso também”, até tentei treinar na época, mas me decepcionei com minha natação. Em 2002 voltei com tudo, fazendo maratona, voltando a nadar e a pedalar, depois de muitos duathlon aquáticos e terrestres, veio o primeiro triathlon. Meu 3º triathlon já foi um meio iron, em 2005, depois de alguns anos de treinos e alguns meio-irons na bagagem, decidi partir pro Gigante Ironman, até para pagar o boleto da inscrição do Iron deu um frio na barriga,”será que eu vou conseguir, é muita coisa”, mas vou treinar para isso. Pensei deve ser que nem a maratona! O pior de tudo são os treinos, no dia é só festa, mas a festa começou com o mar virado, chegou a me dar enjôo no mar, estava ruim para nadar, porém até que nadei bem, sai da água inteirão, agora vamos para estrada, tempo fechado, tomara que não chova, bastante reta de repente o vento contra, um lado vento a favor, outro lado contra, foi assim na primeira volta, estava sobrando, na segunda volta parece que não acabava mais, me deu enjôo de novo não consegui comer mais nada, mas já estava chegando, na transição, tá loko, desci da bike não consegui correr, andei com muita dificuldade ate a transição.
Sentei coloquei meu tênis e sai pra correr devagar, ai beleza, soltou tudo, estava renovado, sai empolgado e muito forte, passei os 10 km forte e no 15 km meu ritmo diminuiu, paguei o preço por ter saído forte, foi na pura superação que eu não andei, cheguei até que bem, sorrindo rsrs, depois desse grande desafio, me sinto fortalecido, renovado. ‘“Quando superamos grandes obstáculos, conseguimos superar facilmente qualquer barreira em nossas vidas.” – Fernando Henrique Borba (BORBA)

“Parabéns igualmente ao atleta Clóvis Lopes que terminou o Ironman com muita garra e superação. Suas 13 horas servem de exemplo a todos os que realmente acreditam em seus sonhos. Logo ele publicará seu próprio comentário no site, mas já o parabenizamos por não sucumbir ao acidente de bicicleta em Janeiro e mesmo com pouco tempo e com dores na clavícula (fratura) cumpriu seu objetivo e mostrou o verdadeiro significado de ser um IRONMAN.” – Técnico Guilherme Valenza Manocchio