Aprendizados de 2012

Sei que o ano ainda não acabou e ainda participarei de algumas provas. Contudo, gostaria de compartilhar algumas experiências que vivi esse ano. Um resumo do meu ano e algumas alternativas que busquei para corrigir meus pontos baixos.  Para próxima vez que virmos o muro,  sermos a linha vermelha…

1.  Competir “invencível”.   2. Mais nem sempre é melhor. 3. Testado ao extremo. 4 .   Não apto a suportar muito treino. 5 – Devotando tempo e empenho volta-se a obter seu melhor. 6- Treinando duro e não competindo da mesma forma. 7 –  Pequenos desconfortos. 8 – Entendimento e paz interior.

1.  Competir “invencível”.      JAN

Determinadas experiências são marcantes. E chegar numa prova muito bem treinado, tendo feito todos os treinos de maneira correta e estando bem de saúde é realmente algo difícil de acontecer. Mas se além disso, sua disposição de competir for motivada ao extremo, o competidor fica num estado mental muito forte, que eu chamo teoricamente  “invencível”. O mais treinado e o que tem mais vontade.

É uma combinação deliciosa que permite o atleta aproveitar seu dom e seu momento. Se viver isso um dia lembre-se, não segure no freio. Deixe acontecer e viva o que lhe é merecido!

2. Mais nem sempre é melhor.  FEV /MAR

Como estive muito animado com meu início de ano acabei desenvolvendo muito volume nos treinamentos. O fato é que mesmo assim, com todo esse volume continuei treinando absurdos e fazendo tempos e médias que nunca havia feito na vida. Em resumo estava pronto para fazer meu ano acontecer… No entanto, depois de algum tempo comecei a perceber alguns detalhes estranhos: como havia dias em que estava exausto, sem muita técnica para nadar e bem cansado mesmo.  Mas no outro dia estava tudo normal…

Contudo, algumas semanas antes de meu 1o Ironman da África, peguei uma super infecção que me deixou de cama por dias e minou todo meu condicionamento que havia adquirido em alguns meses. Corpo ficou debilitado, pediu mais recuperação e não fui capaz de ouvir. Lembre-se de ficar atento aos sinais de estresse, ninguém está além da condição humana, portanto precisa de recuperação.

3. Testado ao extremo.   ABR

Mal deu tempo de me recuperar da infecção e já estava alinhado para o IRONMAN ÁFRICA. Parece engraçado, mas ali fui testado como nunca.  Longe de tudo, corpo ainda cansado da doença (antibiótico) e ainda não recuperado do grande bloco de treinos do início do ano.  Largando para a prova mais assustadora de 2012.  Ventos, chuva e frio.

Fui grato ao teste de sobrevivência, pois apesar de estar completamente cansado no meio da prova, inteiramente entregue, fui persistente. Doeu mas fui até o fim. Tive dores, cansaço e achei que competiria para sempre. Mas finalmente entrei num estado de espírito calmo e paciente e fui ultrapassando os quilômetros.Dessa vez não importou meu 10o lugar, mas a linha de chegada.

4 .   Não apto a suportar muito treino.  JUN

Após o 2o Ironman do ano, , descansei.  Voltei aos treinos me sentindo muito bem. Contudo um dia que corri rápido demais me machucou. Levei cinco semanas para melhorar da pubalgia. Enquanto isso, procurei outros meios de melhorar minha forma física. A natação foi a escolha mais acertada.

5 – Devotando tempo e empenho volta-se a obter seu melhor. JUL

Com o devido tempo focado na natação, consegui voltar a ter um dos meus melhores momentos como nadador. Levaram dois meses contínuos, mas o resultado foi uma grande alegria.

6- Treinando duro e não competindo da mesma forma.  AGO /SET

Fiquei muito contente com minha evolução nos treinos, de ciclismo e natação. A corrida estava voltando, mas já podia competir muito  bem.  Fiz o olímpico de Caiobá (paranaense) e venci com bom rendimento.

Mas em provas nacionais, faltou algo…. Não obtive resultados como gostaria e foi frustrante.  Serviu para ressaltar a importância dos dias bons que treinamos e competimos com firmeza.  Entendi que para se ter chances numa prova deve-se ser guerreiro do início ao fim. Do treinoao descanso, da largada  até a linha de chegada, sem margem para erros.

7 –  Pequenos desconfortos.  OUT

Voltei a sentir algumas dores para correr o que me incomodou muito.  Difícil aceitar machucar novamente. Difícil encontrar a paz para treinar e competir assim. Com isso novamente peguei algumas infecções e fiquei muito chateado.

Aceitei novo tratamento e busquei alternativas para que isso não aconteça novamente.

8 – Entendimento e paz interior.   (…)

É um processo que  precisa de muita concentração e dedicação. Estar em paz é entender suas limitações, corrigi-las e ressaltar seus pontos fortes. Não com ímpeto da juventude, mas com a serenidade da experiência.

Já não tenho a mesma idade de antes, possuo um corpo mais forte mas mais propenso a lesões. Preciso, portanto de outras ferramentas para desenvolver as deficiências que me machucam e continuar progredindo como atleta.  Alimentação, descanso, disciplina e dedicação. Para ser o melhor absoluto, sem espaço para erros.